sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Arte Contemporânea no Brasil

O Brasil acompanha os movimentos artísticos internacionais com uma menor distância de tempo. Tal qual no exterior, a Arte Contemporânea começa a mostrar-se a partir da década de 50. Na década de 60 surge o Tropicalismo e sua contestação à política vigente através da arte; a década de 70 caracteriza-se pelas noções de conceito e tecnologia a serviço da arte; já na geração 80 produz-se uma arte de caráter festivo e alegre.

Em 20 de outubro de 1951, um acontecimento deu abertura a uma grande movimentação no campo artístico brasileiro, a realização da primeira Bienal de São Paulo que contou com 1.854 obras representando 23 países. Uma proposta de Ciccillo Matarazzo para a realização de uma grande mostra internacional inspirada na Bienal de Veneza.

A década marca também o ressurgimento, do Abstracionismo: Geométrico e Informal. O primeiro propõe a ruptura com a arte figurativa, baseando-se no neoplasticismo de Piet Mondrian. É adotado em São Paulo pelo Grupo Ruptura, em 1952, e no Rio de Janeiro com o Grupo Frente, em 1954. O segundo, não se organiza em torno de grupos e teorias. Na verdade, seu pressuposto básico é a liberdade individual de cada artista para a expressão de sua subjetividade. Inspira-se nas idéias e experiências do pintor Wassily Kandinsky.

O Neo-concretismo foi o movimento das artes plásticas, genuinamente brasileiro, que começa em 1957, no Rio de Janeiro, alguns artistas aliam sensualidade ao Concretismo. Um expoente do movimento é o artista Hélio Oiticica.

Os anos 60 favoreceram o declínio da abstração e o surgimento de uma produção artística que capta o consumo e a comunicação de massa, sugeridos pela influência da Arte Pop americana, além de promover opinião política e a militância por conta da repressão, da censura e pela referência do Tropicalismo.

A arte da década de 70 afasta-se da política e dos problemas sociais. É caracterizada pela emblematização da reflexão, da razão, do conceito e tecnologia. A Exposição Internacional de Arte por Meios Eletrônicos / Arteônica dá abertura à arte tecnológica, realizada com ajuda de computador. A Fundação Nacional de Arte (FUNARTE) é criada nesse período dando grande incentivo à produção artística brasileira.

O momento de transição para a década de 80 foi marcado pela insígnia das diretas já, pela retomada da pintura e pelas mudanças no panorama artístico, marcado por grandes exposições como: Tradição e Ruptura, 1984; A Trama do Gosto, 1987 (organizadas pela Bienal de São Paulo); A Mão Afro-Brasileira, 1988 (organizada pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo).

A arte efêmera também é fruto desse momento utilizando os mais diversificados materiais para compor o objeto artístico. Para o poeta, ensaísta e crítico de arte, Ferreira Gullar (agosto,2002),

[...] A arte conceitual não propõe nada. Apenas adotou, como fundamento ideológico, o caráter efêmero que o consumismo impôs à sociedade atual [...] fazer da arte expressão do efêmero é chover no molhado. Efêmeros somos nós mesmos e quase tudo a nossa volta.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFSsx4_goE1uSPFNPxXVJaobJktp2qyLBw5Ox69UUm6ZyA3T8_oncOmkwG6WAGatxcourGX2LRNPwDeYmpqmDD7maTYyzLwrovfJTXBE1KYKgduJXnPX2YqA3PDyZtQrwlGKAUzjXdQt4b/s400/fotos++telas+xoha+004.jpg

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A África é um continente de grande diversidade cultural que se vê fortemente ligada à cultura brasileira. Pode-se perceber grandes diferenças em suas raças, origens, costumes, religiões e outros.

Os africanos prezam muito a moral e acreditam até que esta é bem semelhante à religião. Acreditam também que o homem precisa respeitar a natureza, a vida e os outros homens para que não sejam punidos pelos espíritos com secas, enchentes, doenças, pestes, morte, etc. Não utilizavam textos e nem imagens para se basearem, mas fazem seus ritos a partir do conhecimento repassado através de gerações antigas.

Seus ritos eram realizados em locais determinados com orações comunitárias, danças e cantos que podem ser divididos em: momentos importantes da vida, integração dos seres vivos e para a passagem da vida para a morte. Na economia, trabalhavam principalmente na agricultura, mas também se dedicavam à criação de animais e de instrumentos artesanais.

Sua influência na formação do povo brasileiro é vista até os dias atuais. Apesar do primeiro contato africano com os brasileiros não ter sido satisfatório, estes transmitiram vários costumes como:

- A capoeira que foi criada logo após a chegada ao Brasil na época da escravização como luta defensiva, já que não tinham acesso a armas de fogo;

- O candomblé que também marca sua presença no Brasil, principalmente no território baiano onde os escravos antigamente eram desembarcados;

- A culinária recebeu grandes novidades africanas, como o leite de coco, óleo de palmeira, azeite de dendê e até a feijoada, que se originou no período em que os escravos misturavam restos de carne para comerem.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Os principais movimentos artísticos do século XX foram o Modernismo e o Pós-Modernismo. O Modernismo ocorreu durante a primeira metade do século e se dividiu em diversos movimentos menores como o Surrealismo, Dadaísmo, Cubismo, Construtivismo e Futurismo. No Brasil o movimento modernista ficou caracterizado principalmente pelo Antropofagismo de Oswald de Andrade.

Na segunda metade do século preponderou o Pós-Modernismo. Nessa fase, também houveram movimentos menores, dos quais os mais importantes foram o Abstracionismo e a Pop-Art

segunda-feira, 22 de março de 2010

Principais Movimentos Artísticos do Século XX
1. Expressionismo:
O Expressionismo teve origem em Dresen (Alemanha), entre os anos de 1904 a 1905), com grupo chamado Die Brüche (A Ponte), marcando uma libertação do Impressionismo.
O expressionismo é uma corrente que exprime o sentimento existencial de uma jovem geração. Procurando expressar as emoções humanas e interpretar as angústias que caracterizam psicologicamente o homem do início do século XX. Os expressionistas buscaram dar um novo rosto às experiências mais elementares; optaram pela deformação de cores e formas; apaixonaram-se pelo obscuro e abstrato. A melancolia e angústias do ser humano e o fervilhar urbano foram suas temáticas principais
Artistas expressionistas: George Grosz, Vassily Kandinsky, August Macke, Max Pechstein, Egon Schiele, Ernst Ludwig Kirchner, Frida Kahlo, Munch.

2. Fauvismo: Este movimento teve, basicamente, dois princípios: a simplificação das formas das figuras e o emprego das cores puras, sem mistura. As formas não são representadas realisticamente e, com freqüência, recebem contornos em preto. As cores não são as da realidade, elas resultam de uma escolha arbitrária do artista e são usadas puras, tal como estão no tubo da tinta. Uma das características mais fortes é a despreocupação com o realismo, tanto em relação à forma das figuras quanto em relação às cores. O nome deriva de ‘fauves’ (feras, no francês), devido a agressividade no emprego das cores.
Artistas fauvistas: André Derain, Maurice de Vlaminck, Othon Friesz e Henri Matisse.

3. Cubismo: O Cubismo foi criado por Picasso, com inspiração na teoria de Cézanne. Segundo Cézanne, a pintura deveria tratar as formas da natureza com se fossem cones, esferas e cilindros. O objetivo principal era afastar-se da representação naturalista, conseguindo mostrar formas sobre a superfície do quadro a partir de vários ângulos (pintura planificada que mostrava todos os lados, de um mesmo objeto, em primeiro plano). Nesse movimento acontece o incluir das colagens de textos de jornais e revistas sobre a tela. O cubismo evoluiu em duas grandes tendências chamadas de Cubismo analítico e Cubismo sintético. O movimento teve o seu melhor momento entre 1907 e 1914, e mudou para sempre a forma de ver a realidade.
Artistas cubistas: Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Juan Gris, Jean Metzinger.

4. Abstracionismo: O abstracionismo é a arte que se opõe à arte figurativa ou objetiva. Por isso, uma tela abstrata não representa nada da realidade que nos cerca. O movimento é caracterizado por não procurar reproduzir as formas e as cores naturais. É o mesmo que arte não-figurativa ou não-representativa. A pintura abstrata é uma manifestação artística que despreza a mera cópia das formas naturais, cria formas que nem imitem e nem dupliquem as naturais.
Artistas abstratas: Franz Marc, Wassily Kandinsky, Piet Mondrian, Kazimir Malevitch, Jackson Pollock
5. Futurismo: Esse movimento teve forte relação com a literatura do início do século, influenciada em 1909 pelo Manifesto Futurista do poeta e escritor italiano Filippo Tommasso Marinetti. O Futurismo fez uma ruptura com a arte do passado, incorporando as técnicas da vida moderna e da velocidade da sociedade industrializada. O movimento tem como estilo expressar o real, assinalando a velocidade exposta pelas figuras em movimento no espaço. O futurismo desenvolveu-se em todas as artes e exerceu influência sobre vários artistas que, posteriormente, criaram outros movimentos de arte moderna. Repercutiu principalmente na França e na Itália, onde diversos artistas se identificaram com o fascismo nascente.
Artistas futuristas: Umberto Boccioni, Carlo Carrà, Luigi Russolo, Gino Severini, Giacomo Balla.

6. Dadaísmo: O Dadaísmo, também conhecido por “Dadá” (cavalo, da linguagem infantil francesa), ocorreu entre 1914 e 1918 (durante a Primeira Guerra Mundial). O movimento não foi apenas uma corrente artística, pelo contrário, foi um verdadeiro movimento literário, musical, filosófico e até político. Artistas e intelectuais, de diversas nacionalidades, contrários ao envolvimento de seus países no conflito da guerra, exilaram-se em Zurique (Suíça) e fundaram uma corrente literária que deveria expressar suas decepções com o fracasso das ciências, da religião e da Filosofia existentes até então. Os estudos de Freud influenciaram esse movimento ao chamarem atenção para os atos humanos automatizados e independentes de um encadeamento de razões lógicas. Os dadaístas propunham que a criação artística se libertasse das amarras do pensamento racionalista e sugeriam que ela fosse apenas o resultado do automatismo psíquico , selecionando e combinando elementos ao acaso. Na pintura, tal atitude foi traduzida por obras que usaram o recurso da colagem. A intenção foi de sátira e de crítica aos valores tradicionais responsáveis pelo caos em que se encontrava a Europa.
Artistas dadaístas: Hans Arp, Raoul Hausmann, Johannes Baader, Marcel Duchamp, Max Ernst, Kurt Schwitters, Hannah Höch.

7. Surrealismo: Dois anos depois surgiu o Surrealismo, filho legítimo do Dadá. O Surrealismo floresceu na Europa e nos Estados Unidos, nos anos 1920 e 1930, com um movimento literário promovido por André Breton. Vários artistas tentaram abolir a racionalidade e a lógica do processo criativo. Inspirados pelas idéias de Freud acerca do subconsciente, os surrealistas tentam descartar o materialismo burguês e buscam a liberdade e espontaneidade por meio da abordagem do sonho e da alucinação. Para os artistas surrealistas, a capacidade de ver não vinha do olho, mas sim do interior, do subconsciente. O surrealismo é também uma espécie de mecanismo que não se limita a transcrever passivamente o sonho e sim descobrir um modo de acionar o inconsciente mediante ao “automatismo psíquico”. Dessa maneira, uma idéia segue a outra sem a conseqüência lógica das demonstrações usuais e sim automaticamente. Técnicas como a escrita automática da literatura, da colagem e a decalcomania, em relação às artes plásticas, tornaram-se muito populares entre os surrealistas que as utilizavam na produção dos seus jogos de associação livre de sentidos.)